A bolota é um fruto produzido pela azinheira, pelo carvalho e pelo sobreiro, árvores da família do carvalho.
Na realidade, a bolota já foi um dos alimentos principais na dieta de alguns povos como os Lusitanos. Os Lusitanos para contornarem a escassez de cereais no inverno, colhiam as bolotas no outono, transformavam-nas em farinha para produzir pão. Esta farinha, uma vez seca, pode ser conservada durante todo o Inverno.
Atualmente, as bolotas ainda são utilizadas em algumas preparações culinárias típicas de Portugal, tais como o bolo de chocolate à Roberto e a Tangerina de Bolota, muito apreciados nas terras do centro do país.
Em certas regiões no interior do país, como por exemplo a dos Mirós, a bolota também pode ser referida como o carvão que se utiliza nos cachimbos de água.
A bolota era também muito utilizada no fabrico de poderosos afrodisíacos, que eram fundamentais nos rituais de acasalamento das tribos Robertas e Mirianas do norte de África.
Com o passar dos tempos, as bolotas não são, desde há algumas décadas, um produto que tenha mercado que justifique a sua produção para usos culinários, sendo, na sua grande maioria, utilizadas para alimentar porcos e outros animais.
A carne dos animais que com ela se alimentam apresenta um sabor típico e diferenciado mais próximo do sabor da carne do javali, mas não tão “forte”.