Carne Mertolenga – DOP

Informação Comercial:
Ao adquirir um produto que beneficie de uma (DOP) o consumidor tem a garantia que o produto foi produzido através de métodos ancestrais, que possui características sápidas e aromáticas inigualáveis e que foi sujeito a um rigoroso sistema de controlo independente, instituído ao longo da sua fileira de produção.

Forma de apresentação:
Pode apresentar-se em carcaças ou em peças acondicionadas em sacos ou recipientes plásticos

Rotulagem:
Para além do disposto na legislação geral aplicável sobre rotulagem de géneros alimentícios dela devem constar, ainda, as menções \"Carne Mertolenga - Denominação de Origem Protegida\", o respectivo logótipo comunitário e a marca de certificação aposta pelo respectivo organismo de controlo e certificação.

Época própria de consumo/comercialização:
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Região:
Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo

Particularidade: 
Carne de grão fino, suculenta e de gosto acentuado. É obtida a partir de bovinos de raça Mertolenga, que se caracterizam por terem tamanho médio, pelagem vermelha ou vermelha malhada de branco e cornos brancos ligeiramente mais escuros nas pontas e em forma de gancho.

Descrição: 
Carne de cor rosa escura a vermelha escura e pH inferior a 6, com gordura firme e não exsudativa, de coloração variável de branca a amarela. Comercialmente pode apresentar-se como: \"carne de Vitela\", proveniente de machos ou fêmeas abatidos entre os 6 e os 10 meses, com peso de carcaça entre 90 e 120 kg); \"carne de Novilha\", proveniente de fêmeas abatidas entre os 15 e os 30 meses, com peso de carcaça entre 180 a 220 kg; \"carne de Novilho\", proveniente de machos abatidos entre os 15 e os 30 meses , com peso de carcaça entre 200 a 250 kg. A raça bovina Mertolenga é uma raça autóctone rústica, criada no seu solar de
origem, tendo os animais adultos um peso compreendido entre 300 e 450 kg. Possuem à nascença entre 22 e 28 kg. A cabeça é de tamanho médio, as faces descarnadas e focinho estreito. As orelhas são finas e muito móveis e os olhos grandes e oblíquos.

História:
Mencionam-se quatro solares de origem da raça (Concelho de Barrancos, zonas mais pobres dos Concelhos de Beja e Serpa, vale do Sado e vale do Sorraia) e, desde um passado longínquo, o termo \"Mertolengo\" terá sido atribuído \"... aquele tipo de bovino que existia, bem adaptado pela sua pequenez e rijeza, às terras ásperas de Mértola e Alcoutim, montuosas, bastante dobradas e parcas em forragem ...\". Foi a partir destas zonas que, nos meados do século, se assistiu a uma maior difusão por todo o Alentejo e Ribatejo destes animais extremamente rústicos e capazes de se adaptarem a solos pedregosos e de escasso alimento. Estes animais estão inscritos no Livro Genealógico da Raça Bovina Mertolenga. A venda das vitelas e novilhos para o abate tem desde essa data constituído apreciável rendimento para os seus criadores, o que tem contribuído para a preservação da raça em linha pura.

Uso:
A carne destes animais jovens é usualmente utilizada em assados, consumindo-se também frita ou grelhada. Utilizam-se como temperos apenas o sal e algumas ervas aromáticas de modo a realçar o sabor da carne. As peças menos nobres são muito apreciadas em cozidos à portuguesa ou ainda em estufados e guisados. A confecção destas carnes na tradicional loiça de barro alentejana confere-lhe um gosto e uma apresentação muito particulares.

Saber Fazer:
Os bovinos são criados em sistema extensivo, com encabeçamentos abaixo de 1,4 cabeças por hectare, sendo o desmame dos vitelos entre os 6 e os 9 meses. A alimentação é constituída por pastagens naturais/melhoradas, palhas, fenos/silagens, restolhos e bolota
Estes animais, em algumas zonas do Ribatejo e do Alentejo, acompanham as manadas de gado bravo, sendo os machos castrados desta raça utilizados nos espectáculos taurinos para recolha dos touros já lidados. A carne é apresentada em carcaças ou hemi-carcaças, peças embaladas em sacos ou recipientes plásticos, devidamente rotulados e identificados como \"Carne Mertolenga - Denominação de Origem Protegida\"

Produção: 
Área Geográfica de produção (nascimento, cria e abate) é a constante do Despacho nº 7/94 de 04/01 (todos os concelhos dos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Santarém e Setúbal).
Reconhecido o uso da Denominação de Origem pelo Despacho acima citado.

Registada e protegida a Denominação de Origem Mertolenga pelo Regulamento (CE) nº 1107/96, de 12/06.
Carne Mertolenga
Denominação de Origem Protegida (DOP)
Legislação
Nacional
Desp. nº 7/94
Despacho nº 25 200/2006
Comunitária
Reg. CE 1107/96 da COMISSÂO de 12 de Junho de 1996

Contactos
ENTIDADE GESTORA
ACBM - Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos
Morada:
Rua Diana de Liz - Horta do Bispo
Apartado 466
7006-806 Évora
Telefone: (+351) 266 711 222
Fax: (+351) 266 711 223
Email: associacao.mertolengos@sapo.pt
Bibliografia
Bernardo Lima, Silvestre, \"Recenseamento Geral dos Gados no Continente do Reino de Portugal, Considerações Gerais e analíticas\", 1870, in Boletim Pecuário, nº 1, ano XXIX, pp. 9, 1961
Pena Monteiro et al., \"Bovinos de Portugal (A raça Mertolenga)\", Direcção Geral dos Serviços Veterinários, pp. 197/216, 1981.
\"Produtos Tradicionais Portugueses\", Ed. Direcção-Geral do Desenvolvimento Rural (DGDRural), Lisboa, 2001

Região: 
Categoria: 
Carnes Frescas e FumadasCarnes Frescas
Carnes Frescas e FumadasCarnes FrescasBovino