A origem do Maranho remonta ao século XVI, existindo uma forte conotação da razão da sua existência com a devastação ao nível alimentar provocada pelas Invasões Francesas.
Com a população da actual zona sul da Beira Baixa privada de inúmeros outros alimentos, a carne de cabra é assumida como elemento central no desenvolvimento desta iguaria. Por outro lado, também no Brasil dos séculos XVI e XVII, são inúmeros os registos de Maranho como nome de família, nomeadamente referindo-se aos “cristãos novos”, oriundos das comunidades muçulmanas e judaicas.

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Foi contudo no início século XX que o Maranho, como hoje o conhecemos, atinge substancial grau de afirmação e popularidade. Ficará para sempre na história o famoso almoço em 1913, no qual Abílio Marçal, democrata e republicano nascido no concelho da Sertã, já no seu segundo mandato como Administrador do Concelho (em 1917 também Presidente de Câmara e mais tarde, em 1920 e já em Lisboa, Deputado e Presidente da Câmara de Deputados de Portugal) brindou o então primeiro-ministro (e ministro das finanças) Afonso Costa com “…abastada refeição na sua terra natal, na qual o Maranho seria o prato principal…”.

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