É do resultado da selecção das variedades de milho regional de grão branco liso, da tradição popular, da moagem aplicada nos moinhos tradicionais e no modo de fabrico, que se oferece um produto com tradição e singularidade popular de representatividade e expressão no Vale do Sousa.
O processo de produção da broa do Vale do Sousa é maioritariamente realizado pelas mulheres, competindo-lhes as tarefas de amassar e enformar.
Aos homens sobeja a tarefa de aquecer os fornos a lenha. 

A moagem dos cereais realiza-se em moinhos a água, ou eléctricos, pertencentes na sua maioria aos produtores. Os cereais são peneirados, depois de moídos, em peneiras de nylon ou de seda, proporcionando uma farinha mais macia e fina.
Ao fermento obtido da fornada anterior – Isco – são adicionadas as farinhas de milho, centeio e/ou trigo, sal, água. A constituição da massa mais pesada devido à junção das farinhas de milho e centeio torna o acto de amassar,  por vezes, uma tarefa árdua.
Quando homogeneizadaa mistura,  a massa é enrolada durante 15 a 20 minutos,permanecendo depois em repouso até “levedar” reservando-se uma pequena quantidade desta massa para a fornada seguinte.

Quando o forno, construído em “tijolo burro”, estiver bem quente retira-se parte das brasas e coloca-se no seu interior a massa com
forma arredondada para que coza. Após a cozedura, com o auxílio de uma pá em ferro,  a broa é retirada do forno e colocada em cima da gamela (masseira) a arrefecer.
Quando arrefecida é armazenada em local fresco e adequado.

A forma mais comum é circular, ligeiramente achatada. Apresenta côdea nas duas faces, sendo apenas a superior fendilhada. O miolo, de tonalidade branco moreno não é poroso e apresenta uma certa elasticidade, não duro, ou seja, poder-se-á esfarelar.Apresenta aroma ligeiro e agradável, não ácido. O milho regional utilizado no fabrico da broa confere-lhe um miolo de menor textura, sendo o carácter colante determinado pelo teor em centeio. É um factor determinante, para obter as características finais da Broa do Vale do Sousa, o tipo de fermento utilizado no seu fabrico, o "isco", que devido à acção conjunta de leveduras e bactérias lácticas, proporciona um aumento de volume e uma melhor cozedura, e melhora a elasticidade e o tempo de conservação.

Qualificação da Broa do Vale do Sousa:

Através da conservação e recuperação das variedades tradicionais de milho existentes na região, o popular "milhão", protege-se um produto com características genuínas, cujo modo de fabrico ancestral importa manter e valorizar.

Como forma de conservar este património social e cultural único, é nossa intenção qualificar a Broa do Vale do Sousa como Denominação de Origem (Protegida), tornando-a cada vez mais conhecida pela sua originalidade e autenticidade. Assim, ao defender o seu nome, estimulando a preservação dos recursos genéticos e culturais endógenos, e ao promover a sua organização, divulgação e comercialização, estamos a contribuir para a valorização dos produtos locais.

Com a qualificação (protegida) Broa do Vale do Sousa, incentivando a produção tradicional, estamos a cooperar no desenvolvimento do território e das comunidades rurais das Terras do Sousa.

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