São constituídos pelas raízes mais grossas de certas plantas onde estão reunidas as suas principais reservas energéticas e nutrientes.

Por serem ricos em hidratos de carbono e com um custo hoje em dia reduzido, constituem a principal base da alimentação da humanidade. Mas nem sempre foi assim.

Em Portugal por exemplo, a batata que é o mais conhecido dos tubérculos foi introduzida em meados do século XVI, como planta ornamental. Não era utilizada na gastronomia do nosso país, na qual a castanha e bolota eram rainhas.

Com o passar do tempo e após algumas experiências realizadas pelos cozinheiros da Corte, a batata vai ganhando o seu espaço nas receitas Portuguesas. A esse facto não é alheia a sua introdução nos banquetes em Versalhes já no século XVIII. É a partir desta altura que a batata começa a ser introduzida à mesa de nobres e burgueses Portugueses e Europeus, como alimento sofisticado e extravagante. Mas para o povo em geral só a partir de meados do século XIX e XX, a batata deixou de ser vista como alimento para os animais e ganhou o seu respeito e lugar à mesa da maioria das pessoas.

Hoje em dia já não é dispensada na nossa cozinha tendo relegado para planos inferiores os principais acompanhamentos de outrora tomando o lugar destes, existindo inúmeras receitas e formas de a cozinhar. Seja doce, vermelha, branca, de Trás-os-Montes, Alvão ,da Beira Alta ou outros locais, a acompanhar assados, cozidos ou mesmo em bolos  e doces a batata veio para ficar.